A MetSul Meteorologia alerta que a enchente no Vale do Taquari poder de maior proporção e grave em alguns pontos, considerando os dados de níveis de rios e de vazão na parte alta da bacia nesta noite de segunda-feira (21).

Foto de cheia do Rio Taquari

PREFEITURA DE LAJEADO/ARQUIVO

A régua eletrônica do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) em Lajeado mostrou que o Rio Taquari superou a cota de inundação na localidade do vale no começo da noite ao atingir 19 metros, mas o rio segue subindo a quase um metro por hora e já supera os 20 metros.

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Preocupa o que ocorre na parte alta da bacia, onde o rio está muito alto e continua a subir bastante. Em Muçum e Santa Tereza, o Taquari se eleva ainda a 80 centímetros por hora, ou seja, ainda tem muita água por chegar no vale.

Outro dado preocupante é o de vazão nas usinas do Rio das Antas, que, igualmente, mostram uma grande quantidade de água ainda por escoar da Serra Gaúcha para o Vale do Taquari.

A vazão afluente na Usina 14 de Julho, do Rio das Antas, atingiu 10605 metros cúbicos por segundo às 21h e ainda subia, um valor muito alto. Na cheia recorde de 2024, a vazão passou dos 15 mil metros cúbicos por segundo.

A cheia do Taquari é consequência de chuva de 100 mm a 200 mm na maior parte da parte alta da bacia no dia de hoje com acumulados excessivos na Serra Gaúcha e nos Campos de Cima da Serra.

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O Rio Taquari é um curso d’água de resposta muito rápida às chuvas porque possui uma bacia relativamente pequena e com áreas de relevo acidentado, com alta declividade. Sempre que ocorre chuva muito forte, como hoje, com altos volumes na Serra, a água escoa rapidamente pelas encostas e afluentes, chegando ao rio em um intervalo curto.

É o que explica por que as enchentes no Taquari podem ocorrer de forma muito rápida e às vezes de forma perigosa. Mesmo que a chuva mais intensa não esteja ocorrendo no vale, relevante é o que ocorre para fins de cheia na parte alta da bacia, na Serra, o que determina o nível do rio.