O segundo turno da eleição terá chuva em grande parte do Centro-Sul do Brasil com previsão de instabilidade nos principais colégios eleitorais do país como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enquanto no Norte e no Nordeste o predomínio deve ser de sol e tempo firme.

Projeção de chuva para o domingo de eleição do modelo alemão Icon

Projeção de chuva para o domingo de eleição do modelo alemão Icon | METSUL

Vários estados do Sul, do Centro-Oeste e do Sudeste dever ter períodos de instabilidade ao longo do dia, inclusive com pancadas fortes passageiras e isoladas. Um centro de baixa pressão no oceano e o avanço de uma frente fria devem reforçar a instabilidade entre o Centro-Oeste e o Sudeste.

No Rio Grande do Sul, a chuva deve afetar principalmente a Metade Leste do estado ao passo que em vários pontos da Metade Oeste gaúcha chove de forma isolada ou sequer chove no domingo eleitoral.

Em Santa Catarina e no Paraná, há previsão de chuva para vários pontos, especialmente mais a Leste dos dois estados, onde se encontram as capitais Florianópolis e Curitiba. Mais ao Oeste catarinense e paranaense, a precipitação será escassa.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva no domingo principalmente no Mato Grosso do Sul. Pode chover ainda no Centro-Sul de Goiás e no Distrito Federal. Grande parte do Mato Grosso não deve ter chuva, exceto pontos isolados e concentrados perto da área do Pantanal.

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Na Região Nordeste, quase toda a região terá um dia de sol e sem chuva com exceção de pontos muitos isolados do Matopiba, onde as pancadas serão isoladíssimas e sem grandes volumes.

Já no Norte do Brasil, onde o El Niño desfavorece precipitação, da mesma forma não se espera chuva na esmagadora maioria das localidades. Pancadas muito isoladas e breves pelo ar quente tropical amazônico podem ocorrer no decorrer do dia.

Risco de chuva forte e temporais nos maiores colégios eleitorais do Brasil

O Sudeste do Brasil, a região mais populosa e com maior número de eleitores do país, será a com maior instabilidade no domingo do segundo turno com chuva generalizada e que pode ser localmente forte a intensa com risco de temporais isolados.

No estado de São Paulo, que tem 34.104.226 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados em julho, o que representa 21,48% de todo o eleitorado brasileiro de 158.745.463 pessoas, a previsão é de chuva.

O estado que é o maior colégio eleitoral do país tem alta probabilidade de chuva tanto na capital como no interior e a MetSul alerta que a chuva por vezes pode ser moderada a forte em vários pontos, inclusive com risco de temporais isolados.

O segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais, com 16.377.659 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, o equivalente a 10,32% do eleitorado nacional, vai também ter chuva com pancadas em várias regiões, especialmente no Triângulo Mineiro, Centro e o Sul do estado. Em Belo Horizonte, já não se afasta chuva de manhã, mas a probabilidade de chuva aumenta à tarde.

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Já o Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, com 12.857.000 eleitores aptos, igualmente terá chuva no domingo da eleição. Pode chover tanto na capital como no interior fluminense. A precipitação aumenta ao longo do dia com chance maior de chover à tarde.

Impacto da chuva em abstenção é questão sem resposta

Existem estudos científicos que relacionam chuva e comparecimento às urnas, e já há pesquisas que investigam especificamente a influência de fatores climáticos sobre a participação eleitoral no Brasil. Ocorre que os trabalhos não se concentram na chuva no dia da votação e sim na dificuldade de acesso aos locais de votação provocada por condições ambientais extremas nas semanas e meses que precedem o pleito, como enchentes no Sul ou secas que afetam os níveis dos rios na Amazônia.

O impacto da chuva, em tese, tende a ser potencialmente maior entre pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e moradores de áreas periféricas ou rurais, onde as condições de acesso podem ser mais precárias. Estudos internacionais identificam uma associação entre precipitação e redução da participação eleitoral, indicando que o mau tempo pode afastar principalmente eleitores menos propensos a comparecer.

Um dos principais obstáculos para avaliar a influência da chuva sobre a abstenção nas eleições brasileiras é a carência de estudos específicos e de cruzamentos sistemáticos entre dados eleitorais e meteorológicos. A ausência do cruzamento dificulta identificar se municípios atingidos por chuva intensa apresentam taxas de abstenção superiores às de localidades com tempo seco. O nível de motivação do eleitor, que varia a cada pleito, também é fator que dificulta qualquer análise.