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Desastre após desastre. O ciclone severo Kenneth, equivalente a um furacão categoria 4 na escala Saffir-Simpsom que vai de 1 a 5, atingiu ontem Moçambique. A tempestade com rajadas de vento de 100 a 150 km/h atingiu o Norte do país africano.


As primeiras informações davam conta de colapso de estruturas, destelhamentos, inundações e ainda ondas gigantes na costa com alagamentos de áreas litorâneas. Cabo Delgado foi a área mais afetada.

No mês passado, outro ciclone tropical, de nome Idai, arrasou a parte central e mais populosa de Moçambique com mais de mil mortos e destruição. Kenneth, que ontem alcançou o Nordeste do país, é a tempestade mais forte até hoje registrada em Moçambique e uma das mais intensas a ter alcançado o continente africano.

Que dois ciclones tropicais tenham atingido Moçambique em seis semanas é algo fora do normal e sem precedentes. E a tempestade de ontem atingiu região sem histórico deste tipo de fenômeno.

A grande preocupação agora é com chuva à medida que Kenneth deve ficar estacionário sobre Moçambique, trazendo precipitação muito extrema. Alguns modelos numéricos chegam a indicar acumulados de chuva de até mil milímetros. Justamente as inundações foram a principal causa das mortes na passagem de Idai no mês passado.


A situação se tornou tão dramática que o Brasil enviou apoio e vítimas do desastre natural com bombeiros mineiros que atuaram em Brumadinho.

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