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Belo Horizonte voltou a ter chuva após um longo período seco com temperatura altíssima e muitas queimadas

A estiagem no Sudeste do país tem castigado principalmente os estados de Minas Gerais e Espírito Santo que há meses não registram chuva em muitos municípios. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o quadro também é preocupante, porém em julho esteve presente com marcas acima da média em algumas cidades, o o que comparado à ausência total de chuva de outras regiões acaba sendo um alento.

O mapa abaixo mostra o acumulado de precipitação dos últimos 90 dias no Brasil e se destaca o Centro e Norte de Minas com pelo menos 90 dias de ausência de chuva. Período que coincidiu com marcas elevadas de temperatura o que agravou os efeitos desta estiagem severa na região e que tem por conseqüência um efeito mais rápido no decréscimo do nível do rios, da umidade relativa do ar e na proliferação de queimadas na região.


Analisando-se os dados de alguns municípios de Minas Gerais, observa-se que comparando com à média climatológica total do período de janeiro a setembro o déficit em muitas áreas não é tão alto. O grande problema é a ausência persistente de chuva desde o mês de maio. Em termos de volume total do período em Unaí, por exemplo, choveu 532,4 mm o que representa 73% da média histórica da região, ou um déficit de 27%. Não chega a ser alarmante, porém são praticamente quatro meses consecutivos sem chuva.


Em Arinos, Norte de Minas Gerais, o quadro é ligeiramente melhor, pois comparando a chuva ocorrida com a média, o volume foi de 97% do esperado, contudo, a ausência prolongada de chuva também castiga o município.

Em Belo Horizonte, entre janeiro e setembro o acumulado total de chuva foi de 608 mm, o que corresponde a 77% do normal, contudo 94% desse volume ocorreu entre janeiro e  maio, ou seja, desde junho choveu pouquíssimo na cidade.

A projeção do modelo canadiense para os próximos 10 dias indica chuva entre Centro, Leste e em parte do Norte de Minas Gerais. O modelo indica maiores acumulados entre Pirapora, Três Marias em direção a divisa com o Espírito Santo em Teófilo Otoni e Almenara. Para a região de Unaí, Arinos, Januária a projeção segue pessimista em relação a acumulados de chuva. Poderá ocorrer instabilidade, porém sem previsão de chuva expressiva.

Já o modelo GFS, norte-americano americano, tem uma solução diferente. Para os próximos 15 dias indica mais chuva no Triângulo e no Sul mineiro. 

O gráfico de chuva de 45 dias indica o aumento da chuva em grande parte do Estado a partir do fim de outubro. O gráfico de Unai indica potencial maior de chuva volumosa para o começo do mês de novembro, com chuva pontual ainda no fim de setembro e em alguns períodos do fim de outubro. 

O gráfico para Belo Horizonte indica que pode aumentar a freqüência e regularidade da chuva na capital mineira após o dia 20 de outubro com melhora significativa do quadro na região. O que é de se esperar, pois de acordo com a climatologia a chuva começa a aumentar no Sul do Estado  durante os meses de primavera com distribuição de umidade e chuva no Norte somente nos meses de verão. 

Assim, aos poucos, a chuva retorna, mas muito provavelmente ainda demora a ocorrer em volume e freqüência capazes de reverter os efeitos da estiagem que castiga a região desde meados do mês de maio.

 

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