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Para a Meteorologia dos Estados Unidos há El Niño no Pacífico. Para a da Austrália não tem El Niño. Mesmo valendo-se dos critérios do centro meteorológico norte-americano, as condições são absolutamente marginais do fenômeno.

A anomalia da temperatura da superfície do mar (TSM) da última semana foi +0,5ºC no Pacífico Equatorial Central. Totalmente limite. Valores de -0,4ºC a +0,4ºC são de neutralidade e +0,5ºC é o limite mais inferior de El Niño fraco. Alguns modelos indicam que agora em março pode se dar um aquecimento das águas junto ao Pacífico Equatorial Central com anomalia mais alta de TSM, logo uma intensificação do fenômeno.


Ponto bastante controverso para a declaração ou não de um evento de El Niño era a atmosfera não se comportando sobre o Pacífico como deveriam estivesse presente o fenômeno. Nas últimas duas semanas são crescentes, porém, os sinais do chamado acoplamento entre oceano e a atmosfera.


Um dos principais indicadores é o Índice de Oscilação Sul. Quanto mais negativo, maior é o indicativo de El Niño. No dia 1º de fevereiro a média de 30 dias do índice era negativo em 1,5, típico de neutralidade, e ontem era negativo em 13, em patamar de El Niño. Sinal de que a atmosfera no Oceano Pacífico está respondendo, finalmente, às condições oceânicas.  

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