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O modelo norte-americano está prevendo uma grande quantidade de neve e numa extensa área do Sul do Brasil entre sexta e sábado. Quem torce por neve (wishcasting) ou é afoito em ignorar outros modelos, olhará o modelo americano e sentenciará que vem uma grande nevada.


Os dados de outros modelos que em nenhum momento mostram esse cenário e o histórico do modelo americano exigem cautela e dúvida. Somente em curto prazo se terá uma ideia mais confiável sobre neve. 

Semanas atrás, o modelo americano GFS incorporou o FV3 que por meses esteve em testes e foi usado para avaliação no último inverno norte-americano. Meteorologistas dos Estados Unidos comentaram à época a tendência do FV3, agora o novo GFS, exagerar em suas projeções de neve.

O lançamento do novo modelo americano chegou a ser adiado porque os técnicos da NOAA identificaram uma tendência do modelo exagerar o frio em camadas baixas da atmosfera com projeções irreais de neve.

Destacaram episódios de superestimativa de neve no chamado corredor da Interestadual 5, a área mais densamente povoada do Nordeste dos Estados Unidos. Boston teve somente seis polegadas no inverno inteiro, mas o modelo projetou múltiplos eventos de 30 polegadas ou mais que jamais se confirmaram. 

Na capital americana Washington, meteorologistas do Washington Post documentaram varias casos do modelo superestimar muito a neve nos dias antecedentes. Houve um caso de dezembro de 2018 do modelo projetar mais de 25 cm de neve e não ter caído nenhum floco porque a tempestade passou ao Sul. 


Aplicativos e sites de internet na sua grande maioria utilizam dados do modelo americano em suas previsões automatizadas, sem intervenção de análise por meteorologista, logo refletem exageros de projeções do modelo e indicam neve para locais em que pode não nevar. 

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