A MetSul Meteorologia alerta para o elevado risco de forte e em alguns pontos intensa ressaca do mar nos litorais do Sul e do Sudeste do Brasil nesta segunda metade da semana com possibilidade de danos menores na costa e grande perigo para a navegação em alto mar.

Vento muito intenso do ciclone em alto mar pode provocar forte ressaca | GABRIEL GOMES/ARQUIVO
A ressaca será consequência do ciclone que está sobre o Oceano Atlântico a Leste do Rio Grande do Sul e vai atuar na costa do Sul do Brasil hoje e amanhã com pressão central de apenas 975 hPa a 980 hPa.
Trata-se de um ciclone grande em dimensão e com um campo de vento forte a intenso muito extenso. Em alto mar, longe do continente, as rajadas atingem de 120 km/h a 150 km/h.
Como o campo de vento intenso em alto mar será extenso e o ciclone inicialmente atuará perto da costa, haverá significativa agitação marítima no oceano e que vai ter reflexos no litoral na forma de maré de tempestade e ressaca.
A ressaca do mar deve inicialmente o litoral do Sul do Brasil e com maior severidade o Litoral Norte gaúcho e Sul Catarinense entre esta quarta e sexta-feira.
A agitação do mar deve avançar na sequência para a costa do Sudeste do Brasil, onde deve afetar com menor intensidade os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro no final da semana, sobretudo na sexta.
Os gráficos a seguir mostram as projeções dos chamadas ondogramas para mar aberto gerados pelo modelo de ondas Icon da Marinha do Brasil para o Litoral Norte gaúcho, região de Florianópolis, Baixada Santista e Rio de Janeiro.

MARINHA DO BRASIL

MARINHA DO BRASIL
O Centro de Meteorologia da Marinha do Brasil emitiu aviso de mar grosso com ondas de até 6 metros em mar aberto na costa do Sul do Brasil. Possui ainda aviso de ressaca com ondas de até 3,5 metros nas praias da Região Sul.
Conforme análise da MetSul a partir de diferentes modelos de ondas, as ondas em praias do Litoral Norte gaúcho podem ser ainda mais altas, atingindo ao redor de 4 metros na noite de hoje e o começo da quarta.
Há possibilidade de danos em estruturas à beira-mar como quiosques e calçadões, sendo possível ainda a ocorrência de erosão costeira. A navegação por pequenas embarcações é absolutamente desaconselhada ante o grande perigo de naufrágio.
