Centro de baixa pressão se aprofunda muito com queda de pressão atmosférica reduzida ao nível do mar abaixo de 1000 hPa hoje sobre o Rio Grande do Sul e tem início uma ciclogênese (formação de ciclone).

Chove em todas as regiões e em muitos locais com pancadas por vezes fortes a torrenciais com elevados volumes em curto período. Risco de temporais localizados com vendavais ou granizo pela interação de ar quente com a baixa pressão.

A instabilidade ganha força ao longo do dia e, principalmente, da tarde para a noite de hoje com a formação do ciclone que vai levar à intensificação do vento que terá rajadas mais fortes a intensas em maior número de cidades em especial à noite.


O ciclone que se formará hoje terá um diferencial em relação à maioria dos ciclones que afetam o estado. Vai se formar sobre o Rio Grande do Sul, e não sobre o mar, o que vai trazer vento forte entre hoje e amanhã em muito mais cidades que o habitual em circulação ciclônica.

Rajadas, em média, de 50 km/h a 80 km/h são previstas para a maioria dos municípios gaúchos e o pico da ventania se dará entre a noite de hoje e a manhã ou começo da tarde de amanhã. Mesmo locais que não costumam ter forte ventania em ciclone, como o Oeste, podem ter rajadas fortes.

O pior do vento ocorrerá no Sul e no Leste gaúcho com rajadas perto ou até acima de 100 km/h em alguns pontos. Casos da costa, área de entorno da Lagoa dos Patos e os Campos de Cima da Serra. Em Porto Alegre e parte Sul da área metropolitana (setor é menos impactado em ciclones), o vento médio deve ficar entre 70 km/h e 90 km/h, mas em alguns pontos as rajadas podem ser violentas, ao redor ou acima de 100 km/h. No caso da capital, o Sul da cidade tem maior risco.


Na costa, rajadas devem ficar em média entre 70 km/h e 100 km/h, mas em setores da orla o vento deve ser mais intenso. Nos Aparados, na borda da Serra junto ao litoral, a mais de mil metros, os ventos passarão de 100 km/h em alguns trechos.

Em Santa Catarina, vento mais forte no Leste do estado com 70 km/h a 90 km/h em quase toda a costa e até 100 km/h a 120 km/h ou mais isoladamente em pontos do litoral, sobretudo o Sul. Vento será extremo, acima de 120 km/h, em trechos da Serra Catarinense numa faixa do Planalto Sul até o Oeste da Grande Florianópolis. Na área do Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, vento de 130 km/h a 150 km/h no pico amanhã.

Forte ventania afetará ainda o Leste do Paraná e o Sul e o Leste de São Paulo. Rajadas intensas de vento quente e seco de Noroeste devem atingir a capital paulista amanhã. O vento forte deve chegar ainda ao estado do Rio de Janeiro, sobretudo na costa.

Madrugada de quarta-feira


A instabilidade aumenta na Metade Norte gaúcha e em Santa Catarina com chuva em muitos pontos e que será localmente forte a torrencial em diferentes cidades. O avanço de ar mais quente por uma corrente de jato em baixos níveis para o Paraná e Santa Catarina contribui par a formação de nuvens carregadas na Metade Norte gaúcha e parte do estado catarinense. Estas nuvens geram temporais isolados com raios e risco de vendavais isolados e granizo. O vento sopra fraco a moderado com rajadas esporádicas em diversos pontos.

Manhã de quarta-feira

A instabilidade avança de Norte para Sul e a aumenta muito no Oeste, no Centro e em parte do Sul gaúcho com chuva mais generalizada no Rio Grande do Sul e pancadas isoladamente fortes a torrenciais com trovoadas. Possibilidade de temporais isolados. A chuva, por sua vez, para em muitas áreas de Santa Catarina com ingresso de ar mais quente a abafamento. O vento sopra fraco a moderado na maioria das cidades com rajadas fortes esporádicas.

Tarde de quarta-feira

Ciclone começa a se aprofundar com queda muito acentuada da pressão atmosférica que pode descer a 995 hPa em alguns pontos. A instabilidade aumenta muito no Rio Grande do Sul e tem começo o período mais crítico para tempo severo com chuva forte e raios em grande número de cidades. Pancadas por vezes torrenciais com elevados volumes em curto período. Cresce o risco de temporais isolados em que pode ocorrer vento forte ou granizo. O vento aumenta no estado com intensidade moderada e rajadas fortes em alguns momentos em diversas localidades. Em pontos do litoral e da Lagoa dos Patos, as rajadas são fortes a intensas.

Noite de quarta

O centro do ciclone vai estar sobre o Leste gaúcho, na altura de Porto Alegre. Chove em quase todo o Rio Grande do Sul e forte a torrencialmente em muitos locais. A chuva mais volumosa se concentra no Centro, Sul e o Leste do estado. Uma frente fria se organiza e avança com chuva localmente forte e risco de tempestades isoladas fortes com potencial para fenômenos severos isolados de vento pelo Noroeste e o Norte gaúcho, o Oeste e o Meio-Oeste catarinense e o Oeste do Paraná.  Vento moderado a forte na maioria das regiões gaúchas com rajadas por vezes intensas na costa, em especial entre Rio Grande e o Sul do Litoral Norte. Vento muito forte ainda em pontos isolados do Norte do estado e da Campanha.

Madrugada de quinta-feira

O centro do ciclone vai estar sobre o mar a Leste do Rio Grande do Sul, perto da costa, com intensificação e queda na pressão central do sistema para 988 hPa a 990 hPa. Chove e garoa na maioria das cidades gaúchas com risco de pancadas fortes a isoladamente torrenciais mais no Leste, no Sul, Campanha e parte da fronteira com o Uruguai. Uma frente fria, associada ao ciclone, avança com chuva e risco de temporais isolados pelo Mato Grosso do Sul e grande parte de Santa Catarina e do Paraná.

Vento moderado a forte com rajadas localmente muito fortes a intensas na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. Vento muito intenso por vezes no Sul gaúcho, em especial no Litoral Sul. Rajadas muito fortes ainda em pontos da Campanha e do Oeste assim como nos Campos de Cima da Serra.  O vento aumenta no Leste de Santa Catarina e no Paraná com rajadas muito fortes a intensas nas áreas serranas do Leste catarinense.

Manhã de quinta

O ciclone se afasta gradualmente da costa e a chuva diminui bastante na maioria dos locais. Em vários locais do Sul do Brasil, inclusive, para de chover e podem ocorrer aberturas. O Sul e parte do Leste do Rio Grande do Sul seguem sob risco de chuva por vezes fortes. Vento forte com rajadas por vezes intensas na maior parte do Rio Grande do Sul com intensa ventania nas Metades Sul e Leste gaúcha assim como em pontos do Leste catarinense e do Paraná. Rajadas extremamente fortes em áreas de altitude do Planalto Sul Catarinense até a zona de Serra do Oeste da Grande Florianópolis. O vento Noroeste seco e quente, diferente do mais ao Sul do Brasil com chuva, aumenta muito no Sul, Leste de São Paulo e na capital paulista com rajadas fortes principalmente no litoral.

Tarde de quinta-feira

Circulação ciclônica com sol, nuvens e chuva com pancadas fortes isoladas. Chove em poucos lugares do Paraná e Santa Catarina enquanto as pancadas se dão mais no Rio Grande do Sul, em grande número de cidades, mas não em todas. O vento começa a diminuir em muitas áreas do Rio Grande do Sul, especialmente na Metade Oeste. Por outro lado, sopra muito forte em pontos do Leste do estado, como na área da Lagoa dos Patos e entorno, na região de Porto Alegre, no litoral de Rio Grande a Torres e no Leste da Serra e Campos de Cima da Serra. Venta muito forte no Leste catarinense e paranaense com rajadas extremas nos trechos de serra. Vento forte a muito forte no litoral paulista e Grande São Paulo. Rajadas de vento forte começam a atingir o Rio de Janeiro e o Sul de Minas Gerais.

Noite de quinta-feira

Persiste a circulação ciclônica. Chove ou garoa em pontos de Santa Catarina e do Paraná com maior precipitação ainda no Rio Grande do Sul, especialmente na Metade Leste gaúcha que pode ter chuva moderada a forte em alguns pontos. Não se pode afastar precipitação invernal em áreas de maior altitude do Planalto Sul Catarinense. Vento fraco a moderado na maior parte do Rio Grande do Sul. No Leste do estado, em especial, ainda pode ocorrer rajadas de vento, mas de forma muito mais esporádica à medida que o campo de vento forte a intenso do ciclone se afasta para o oceano. Rajadas por vezes fortes ainda, mas em diminuição, no Leste de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo e pontos isolados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.