Ciclone começa a se formar entre hoje e amanhã junto ao litoral de São Paulo, o que vai intensificar a instabilidade no Sudeste do Brasil com elevadíssimo risco de chuva forte a intensa em vários pontos com transtornos.

Ciclone canaliza umidade para o Sudeste do Brasil e vai favorecer chuva forte a intensa em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais | BRAZIL PHOTO PRESS/AFP/METSUL
A área de baixa pressão atmosférica que dá origem à ciclogênese (formação do ciclone) trará chuva localmente a torrencial em diferentes pontos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais na tarde e noite desta sexta.
A cidade de São Paulo tem risco de chuva forte enquanto no interior paulista diversos municípios podem anotar precipitações intensas na segunda metade desta sexta. Onde a instabilidade deve ser maior é em Minas Gerais hoje assim como em pontos isolados do Rio de Janeiro.
O ciclone extratropical vai atuar neste fim de semana sobre o Oceano Atlântico, a Leste do Sul do Brasil, segundo alerta da MetSul. O sistema não deve ser intenso nem provocar ventos fortes no continente, pois atuará principalmente em alto mar, com pressão perto de 1000 hPa.
Ainda assim, ele terá um papel importante ao canalizar umidade e aumentar a instabilidade em grande parte do Centro-Sul do país. O efeito principal será a chuva localmente forte e temporais isolados.
Na sequência, entre 2 e 3 de fevereiro, uma segunda área de baixa pressão deve avançar do Paraguai para Paraná e São Paulo. Embora não deva virar ciclone pelos dados de hoje, esse sistema reforçará novamente a instabilidade, prolongando o período de tempo severo com chuva intensa, raios, rajadas de vento e granizo isolado.
Os estados com maior risco de volumes elevados de chuva entre hoje e a primeira metade da próxima semana são Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Sul, o risco maior fica para o Leste do Paraná e o Leste e Nordeste de Santa Catarina.
Em áreas mais afetadas, os acumulados podem chegar a 100 a 200 mm, com pontos isolados entre 200 e 300 mm com risco de volumes altos (50 mm a 100 mm) em poucas horas.
Há risco de alagamentos, enxurradas, inundações rápidas e deslizamentos em áreas de encosta. Já o vento associado ao ciclone não deve ser significativo em terra, ficando restrito ao oceano, com rajadas mais fortes apenas pontuais, ligadas a temporais isolados.
