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Um ciclone bomba deve se formar e se intensificar rapidamente ao largo da Costa Leste dos Estados Unidos neste fim de semana, trazendo neve intensa, ventos muito fortes e risco de alagamentos costeiros desde as Carolinas até a Nova Inglaterra.

Ciclone bomba nos Estados Unidos

CHARLY TRIBALLEAU/AFP/METSUL

O sistema surge poucos dias após outra grande tempestade de inverno e ameaça agravar a situação em regiões que ainda estão em recuperação. O termo ciclone bomba é usado quando uma tempestade ganha força de maneira explosiva, com uma queda muito rápida da pressão atmosférica em menos de 24 horas. Em linguagem simples, é quando a tempestade “explode” em intensidade, ficando mais perigosa em pouco tempo.

Apesar do nome chamativo, o ciclone bomba não é incomum no inverno, mas costuma provocar impactos significativos. A previsão indica que os primeiros efeitos do ciclone bomba começam a ser sentidos na noite de sexta-feira.

A neve deve se espalhar pelo sul dos Apalaches e alcançar áreas da Carolina do Norte, sul da Virgínia, além de pontos da Carolina do Sul e da Geórgia. O ar frio já presente facilita a formação de neve até em regiões que raramente veem esse tipo de fenômeno.

No sábado, o ciclone bomba ganha força à medida que o centro da tempestade se organiza sobre o oceano. A umidade vinda do mar se combina com o ar gelado do interior do continente, aumentando a intensidade da neve. Em alguns locais, a precipitação pode ser persistente, com acúmulo rápido no solo.

Ao longo da madrugada de sábado para domingo, o ciclone bomba avança para o norte pela costa. A neve começa a perder força mais ao sul, mas se intensifica em áreas mais ao norte, incluindo partes da Nova Inglaterra.

O domingo deve marcar o pico da tempestade, com o sistema atingindo sua maior intensidade sobre o Atlântico. Os maiores volumes de neve são esperados em áreas da Carolina do Norte, sudeste da Virgínia e regiões costeiras da Nova Inglaterra.

Em alguns pontos, os acumulados podem superar 15 a 30 centímetros. Com temperaturas baixas, a neve tende a permanecer no solo, dificultando a limpeza de ruas e rodovias. O ciclone bomba também aumenta o risco de condições de nevasca, especialmente onde a neve cai acompanhada de ventos fortes.

Nesses casos, a visibilidade pode ficar extremamente reduzida por várias horas, tornando o deslocamento perigoso ou até impossível. Os ventos são outro destaque da tempestade.

O ciclone bomba pode gerar rajadas intensas, suficientes para derrubar árvores, provocar danos estruturais e causar interrupções no fornecimento de energia elétrica. Esse risco é maior em áreas costeiras e locais já enfraquecidos por tempestades recentes.

Além disso, o ciclone bomba traz preocupação com o nível do mar. Ventos persistentes soprando do oceano em direção à costa podem empurrar grandes volumes de água, elevando o risco de alagamentos costeiros. A coincidência com a lua cheia agrava o cenário, já que as marés ficam naturalmente mais altas. Mesmo regiões que não registrarem grandes volumes de neve devem sentir os efeitos do ciclone bomba, como mar agitado, ressaca, erosão costeira e ventos fortes.

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