Claudio Lemainski

A prolongada estiagem no Rio Grande do Sul já trouxe uma perda estimada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de 6,9% na produção de soja do Rio Grande do Sul, mas o prejuízo pode se revelar bem maior no momento da colheita. As lavouras estão em estágio crítico neste momento com alta demanda hídrica e chover é crucial.

Ontem, como previsto, áreas de instabilidade trouxeram chuva para parte do Estado, em especial no Sul e no Oeste do território gaúcho. Em quase todos os municípios do Rio Grande do Sul choveu pouco ou nada, mas na Fronteira Oeste a precipitação alcançou 50 mm em pontos de Uruguaiana e 70 mm em Itaqui até o começo da noite de ontem.

Esses são volumes que generalizados trariam celebração no interior gaúcho, entretanto não é o que a MetSul Meteorologia antecipa para hoje ou os próximos dias. Os mapas abaixo mostram as projeções de chuva dos modelos meteorológicos alemão Icon e WRF pros próximos sete dias e três dias.


Como se observa, a chuva não será parelha no Estado. Espera-se uma grande irregularidade nos volumes de um ponto para outro com pouca chuva em várias cidades e acumulados altos em outras. Os maiores volumes devem ocorrer na Metade Oeste do Estado, mas pontos da Metade Norte, especialmente mais a Oeste, devem ter registros de precipitação favorável no período.


Assim, o padrão de instabilidade que se prevê pra este fim de semana e o começo da semana que vem permitirá aliviar a situação e evitar o pior em parte do território gaúcho, mas, infelizmente, não em todas as áreas.