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Prefeitura de Goiânia/Divulgação

Partes da Região Centro- Oeste têm registrado seca neste inverno, que é diferente da estiagem por definição. Estiagem é qualquer período sem chuva, curto ou longo. Seca é ausência total e prolongada de chuva que tem graves impactos no sistema hidrológico de uma determinada região com impacto no abastecimento de água, impacto no solo e produção agrícola.

Ao se analisar os dados de precipitação registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia referentes a Goiânia deste ano, observa-se que com exceção dos meses de abril e maio, os demais meses tiveram chuva abaixo da média mensal histórica, ou seja, choveu menos que o normal. 


O mais grave vem ocorrendo desde o mês de junho, com ausência total de chuva. Não choveu nenhuma gota por quase 120 dias, sequência recém interrompida com 5,3 mm, com o agravante que tem feito intenso calor em todo o Estado com recorrentes máximas ao redor e acima de 40°C. 


Atentando-se apenas aos dados de chuva, o normal de janeiro a setembro é chover 917,5 mm e em 2019 neste período até 25 de setembro choveu 822,1 mm, ou seja, faltaram 95,4 mm para alcançar a média. Esse dado não significa muito tendo em vista que esse volume ocorreu nos primeiros 5 dos 9 meses do ano de 2019, logo a secura é forte em Goiânia e em boa parte de Goiás.

Tipicamente volta a chover a partir de outubro na região, tanto que a média climatológica da capital goiana é de 155,1 mm. Os modelos indicam que pode ter um episodio de chuva com baixo acumulado ainda neste fim do mês de setembro, mas como o volume será muito baixo não servira nem para atenuar a situação.

Modelo canadense de acumulado de chuva para os próximos 10 dias indica precipitação muito irregular nos próximos dez dias para o estado de Goiás. 

O mapa modelo americano para os próximos 15 dias tem uma solução parecida com o modelo canadense, porém indica menores acumulados e proporcionalmente chove mais no Sul com acumulados menores na parte Norte.

O gráfico do modelo CFS para os próximos 45 dias indica que a chuva tende a voltar a ser mais frequente na cidade de Goiânia entre o fim do mês de outubro e começo de novembro, ou seja, o período de chuva mais freqüente deve ter um atraso, agravando ainda mais o déficit hídrico  na região. 

Assim, o quadro ainda é de preocupação por mais algumas semanas. A falta de chuva tem deixado a umidade relativa do ar em níveis muito baixos gerando desconforto à população. Além disso, a ausência de chuva em conjunto com a temperatura alta eleva e mantém o risco de queimadas.

 

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