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A chuva retornou ao Pantanal e trouxe alegria e alívio para os brigadistas e bombeiros, os técnicos do ICMBio e voluntários que por semanas combatem as chamas no bioma. As pancadas isoladamente têm sido fortes, mas a distribuição da chuva é irregular. Mesmo assim, as precipitações foram suficientes para apagar grande parte dos focos de fogo. A preocupação permanece com o chamado fogo “subterrâneo” que pode reativar queimadas de maior dimensão.

Imagens de satélite mostram que as queimadas neste ano já destruíram 27% do Pantanal e uma área estimada em 4,1 milhões de hectares. Desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais começou a tabular os focos de calor por satélite em 1998, trata-se do pior ano de queimadas no Pantanal.

A boa notícia é que a chuva deve persistir. Modelos numéricos analisados pela MetSul apontam chuva todos os dias nos próximos dez dias na região, entretanto mal distribuída e na forma de pancadas isoladas e passageiras, como é típico na região tropical. Abaixo, o meteograma para Poconé (MT) mostra a tendência de chuva pelo modelo americano GFS que indica a possibilidade de até 100 mm na localidade nos próximos 15 dias.

Depois da estação seca do inverno, normalmente a chuva retorna para a região entre o fim do inverno e o começo da primavera, mas neste ano tardou mais e começaram a ficar mais freqüentes apenas nos últimos dias.

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