A formação de uma área de baixa pressão atmosférica funcionará como uma importante engrenagem, responsável por transportar umidade e ar quente na direção do Sudeste. Nesse cenário, São Paulo será o estado mais impactado pela chuva. Isso porque a sequência de dias chuvosos será longa, e o volume acumulado deverá superar os padrões históricos de setembro — ainda mais em um ano sob influência do El Niño.

De acordo com dados  do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a média histórica mensal de precipitação de setembro (1991-2020) na capital paulista é de 83,3 mm. Já em São Carlos, a média mensal fica em 65,4 mm, enquanto em Catanduva o índice é de 54,6 mm.

Segundo a projeção dos modelos meteorológicos, dos próximos quinze dias, em apenas três a chuva deverá dar uma trégua ampla em todas as regiões do estado. Eventualmente, a chuva tende a ficar mais concentrada no Sul e no Leste paulista, com algumas pausas regionalizadas. De forma geral, portanto, a frequência de chuva será atípica para o padrão de setembro — mês que ainda marca o período seco da região —, embora o volume já seja maior do que o registrado em agosto.

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Quando a chuva começa

O período de instabilidade tem início nesta quarta-feira, com pancadas esparsas de chuva e baixo volume. Já no final de semana, com a configuração do ciclone extratropical na altura do sul do Brasil, o canal de umidade ficará mais ativo em direção a São Paulo, como mostra o mapa abaixo.

Ao mesmo tempo, uma frente fria atuará sobre a região, com ar muito quente à sua frente, entre Minas Gerais e parte do Centro-Oeste. Em contrapartida, o ar gelado deve predominar sobre o sul do país. Esse contraste térmico é o que poderá estimular a formação de pulsos de chuva forte e temporais, com raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. Entre os dias 15 e 17, a chuva dá uma trégua, para depois retornar a partir do dia 18.

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Volumes previstos: até o triplo da média

Segundo a previsão de acumulados para o período, os volumes devem variar entre 100 e 200 mm na maior parte das regiões paulistas. Já em parte da região metropolitana, na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, os acumulados podem ser ainda maiores, entre 200 e 300 mm — ou seja, mais de três vezes a média mensal histórica da capital, que é de 83 mm.

Por outro lado, no norte do estado, nas regiões de Araçatuba e Ribeirão Preto, a chuva deve ser mais fraca nesse período, com acumulados entre 50 e 100 mm.