A vazão das Cataratas do Iguaçu atingiu 11,8 milhões de litros por segundo às 7h desta segunda-feira (12), o maior volume registrado em 2026. A quantidade equivale a quase oito vezes a média histórica, de 1,5 milhão de litros por segundo, e impressiona pela força da água nas quedas. Nesta noite de segunda, a vazão ainda era muito alta e estava em 10,4 milhões de litros por segundo, segundo dados da Copel.

Foto de enorme vazão nas Cataratas do Iguaçu

CHRISTIAN RIZZI/AFP/METSUL/ARQUIVO

O aumento levou à suspensão temporária da visitação no lado argentino do complexo e à interdição preventiva da passarela no lado brasileiro. A cheia é consequência das chuvas intensas registradas na bacia do Rio Iguaçu, incluindo áreas do Paraná e da região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai.

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Em menos de 48 horas, a vazão aumentou significativamente, elevando o nível do rio e exigindo medidas preventivas para garantir a segurança dos visitantes e das estruturas turísticas.

No Brasil, a passarela que permite chegar perto das quedas foi interditada às 8h de domingo (11), quando a vazão já havia alcançado 8,8 milhões de litros por segundo. O Parque Nacional do Iguaçu permanece aberto, com a Trilha das Cataratas e os mirantes disponíveis para visitação. Os caminhos do Poço Preto e das Bananeiras, porém, também estão temporariamente fechados devido ao risco de alagamento.

Na Argentina, a Administração de Parques Nacionais e a concessionária responsável pela visitação acionaram protocolos de segurança, incluindo inspeções nas trilhas, passarelas e demais estruturas.

A passarela de acesso à Garganta do Diabo foi desmontada preventivamente diante do risco associado à elevação extraordinária das águas. A preocupação é reforçada pelo histórico de cheias na região. Em 2023, a vazão ultrapassou 20 mil metros cúbicos por segundo, provocando danos significativos à passarela da Garganta do Diabo e exigindo obras de reconstrução.

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As equipes da concessionária Urbia+Cataratas e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis pelo monitoramento no lado brasileiro, acompanham continuamente as condições do rio. Ainda não há previsão para a reabertura da passarela, que dependerá da redução da vazão e da avaliação das condições de segurança.

A MetSul Meteorologia prevê muita chuva ainda nesta semana na bacia do Rio Iguaçu, no Paraná, o que vai manter a vazão muito elevada. Os volumes de chuva em parte do estado paranaense podem ser significativamente altos nesta semana, de até 200 mm ou mais, o que vai manter não apenas o Rio Iguaçu alto como outros no Paraná.