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Porto Alegre teve no dia 31 de dezembro 40,3°C a maior marca de temperatura em um mês de dezembro em mais de 100 anos de medição do INMET. Isso mostra que o calor mais forte chegou mais cedo neste verão. Por outro lado, evidencia a estiagem que começa a se instalar na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em todo o mês de dezembro, a estação convencional do INMET registrou apenas 19,1 mm o que represente menos de 20% do normal para o mês inteiro. O menor acumulado mensal de chuva em dezembro registrado desde o ano de 1948, ou seja, há 71 anos não chovia tão pouco neste mês na cidade. Ao total foram apenas três eventos de chuva em dezembro de 2019. A última vez que choveu forte em Porto Alegre, foi no dia 05 de novembro que teve acumulado diário de 38 mm, ou seja, quase 60 dias sem chuva forte na Capital. A falta de chuva impactou diretamente no comportamento da temperatura. Em dezembro foram 17 dias com marcas acima de 30°C, dos quais, 9 tiveram máximas acima de 35°C.


O mapa acima mostra o desvio mensal de precipitação de dezembro de 2019, é fácil perceber o deficit de chuva foi geral  no país, com poucas exceções no Norte em parte do Sul, Sudeste. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina em algumas faixas chegou a faltar 100 mm para a média ser atingida. Em Cruz Alta a estação do INMET anotou apenas 13% da média histórica de todo o mês. Em Passo Fundo também choveu pouco com apenas 28% da média histórica. Em Bagé, na Campanha choveu apenas 34% do normal.  Na maior parte das regiões choveu menos de 50% do esperado com registro de chuva forte em 2 ou 4 episódios dos 31 dias do mês. O calor associado a escassez de chuva agravou os efeitos da estiagem o que já impacta o setor agrícola com perdas importantes nas plantações de milho, tabaco, soja e arroz. Além disso, nas áreas urbanas há algumas cidades já estão fazendo rodizio no consumo da água.


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