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Mobilização para combater as chamas na Bolívia (Exército da Bolívia)

A Bolívia vive um desastre natural pelo fogo. Mais de 460 mil hectares de floresta e de pastagens foram incinerados por uma série de queimadas e incêndios na região de Santa Cruz, na Bolívia.

Só na primeira metade do mês foram registrados 7.024 focos de fogo ao passo que a média histórica para agosto é de 4.688, segundo as autoridades locais do departamento de Santa Cruz, no Leste do país e perto do território brasileiro. 

O pior foco, de enormes proporções, se concentrou na região de Roboré. Ontem, as aulas foram suspensas devido à presença ainda de grande quantidade de fumaça. Os índices de qualidade do ar na região atingiram níveis péssimos com risco para a saúde humana, 

Foi o foco de Roboré que gerou a impressionante quantidade de fumaça densa que alcançou o Norte do Paraná e São Paulo na segunda-feira. O incêndio foi tão intenso que chegou a formar uma nuvem Pirocúmulo, uma espécie de nuvem de enorme desenvolvimento vertical como uma Cumulonimbo (Cb) e que se forma pelo calor do fogo.

Esse tipo de nuvem só costuma se verificar em enormes incêndios florestais, como os que castigam a América do Norte e a Europa. O meteorologista Scott Bachmeier, especialista em sensoriamento remoto da Universidade de Wisconsin (EUA) afirmou que pode ser ter sido o segundo caso documentado por satélite de nuvem Pirocúmulo na América do Sul. O primeiro se deu no Centro da Argentina em incêndio durante a grande seca do verão de 2018 no país vizinho. A literatura, porém, relata nuvens desta natureza ainda na década de 90 na área da Amazonônia.

 

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