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Bolha de calor persiste sobre o centro da América do Sul com seu centro entre o Norte da Argentina e o Paraguai, onde provoca marcas extremas acima de 40ºC com índices de calor (sensação térmica) em torno de 50ºC, com reflexos em vários estados do Centro-Sul do Brasil.

Mapa da bolha de calor

METSUL

Na tarde da quarta-feira, conforme o Serviço Meteorológico Nacinal, a Argentina teve máximas de 44,0ºC em Rivadavia; 41,8ºC em Presidencia Roque Saenz Peña; 41,3ºC em Resistencia; 41,1ºC em Corrientes; 40,9ºC em Las Lomitas; 40,7ºC em Formosa; e 40,1ºC em Tartagal. Paraguai registrou máxima de 42ºC no interior do país enquanto o aeroporto de Assunção marcou 41,4ºC, de acordo com a DMH.

A bolha de calor no Norte da Argentina trouxe máximas ontem excessivamente altas no Oeste e no Noroeste gaúcho. Fez 39,3ºC em Garruchos; 38,8ºC em Porto Xavier; 38,4ºC em Doutor Maurício Cardoso; 38,2ºC em São Borja; 37,9ºC em Santa Rosa; 37,8ºC em Porto Vera Cruz; e 37,6ºC em Santo Antônio das Missões.

No Oeste de Santa Catarina, os termômetros da Epagri-Ciram indicaram máximas ontem de 35,8ºC em Itapiranga; 34,9ºC em Caibi; 34,8ºC em Maravilha; e 33,5ºC em Anchieta. Fez muito calor ainda no Nordeste catarinense com 35ºC em José Boiteux e 34,9ºC em Garuva.

Cidades do Paraná registraram na quarta-feira as temperaturas mais altas de 2026 até o momento, conforme dados do Simepar. Em Apucarana, os termômetros chegaram a 32,3°C, enquanto Jaguariaíva registrou 32,4°C e Nova Tebas anotou 34,7°C em estação do INMET. No Norte, Londrina marcou 35,1°C. O maior valor foi observado em Guaíra, no Oeste, onde a máxima alcançou 37,8°C.

No Mato Grosso do Sul, as máximas em estações do Instituto Nacionnal de Meteorologia na quarta-feira atingiram 38,7ºC em Porto Murtinho; 38,5ºC em 38,5ºC em Maracaju; 38,0ºC em Corumbá; 37,6ºC em Rio Brilhante, Água Clara e em Amambaí; 37,3ºC em Nhumirim; 37,2ºC em Miranda; 37,1ºC em Dourados; e 37,0ºC em Aquidauana. No interior de São Paulo, a máxima chegou a 36,0ºC na cidade de Rancharia.

Bolha de calor vai colapsar e temperatura cederá

A bolha de calor segue atuando no interior do continente entre hoje e amanhã com as maiores temperaturas ainda concentradas no Norte da Argentina e no Paraguai, porém a tendência é que colapse e o calor ceda no final da semana e durante o fim de semana.

Por isso, o dia é ainda muito quente nesta quinta-feira no Noroeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, interior de São Paulo e o Mato Grosso do Sul. As máximas na tarde desta quinta-feira em áreas do Oeste do Mato Grosso do Sul ficam entre 37ºC e 39ºC. Calor muito intenso ainda ocorre em locais junto à Argentina no Noroeste do Rio Grande do Sul e no Oeste do Paraná.

Amanhã, o calor cede no Rio Grande do Sul e Santa Catarina assim como na maior parte do Paraná. As áreas mais quentes, com máximas ao redor e acima dos 35ºC, devem ser o Noroeste e o Norte do Paraná assim como o Mato Grosso do Sul, mas as máximas já começam a ceder no território sul-mato-grossense.

O que é uma bolha de calor

Uma bolha de calor, que se denomina também de domo ou cúpula de calor (em Inglês é chamada de heat dome) ocorre com áreas de alta pressão que atuam como cúpulas de calor, e têm ar descendente (subsidência). Isso comprime o ar no solo e através da compressão aquece a coluna de ar.

Em suma, uma cúpula de calor é criada quando uma área de alta pressão permanece sobre a mesma área por dias ou até semanas, prendendo ar muito quente por baixo assim como uma tampa em uma panela. Esta bolha de calor de agora vai estar com seu centro entre o Paraguai e o Centro-Oeste do Brasil.

É, assim, um processo físico na atmosfera que leva a uma onda de calor. As massas de ar quente se expandem verticalmente na atmosfera, criando uma cúpula de alta pressão que desvia os sistemas meteorológicos – como frentes frias – ao seu redor. À medida que o sistema de alta pressão se instala em determinada região, o ar abaixo aquece a atmosfera e dissipa a cobertura de nuvens. O alto ângulo do sol de verão combinado com o céu claro ou de poucas nuvens aquece ainda mais o solo.

Evidências de estudos sugerem que a mudança climática está aumentando a frequência de cúpulas de calor intensas, bombeando-as para mais alto na atmosfera, algo não muito diferente de adicionar mais ar quente a um balão de ar já aquecido. Por isso, vários estudos apontam aumento da intensidade, duração e frequência de ondas de calor no Brasil e ao redor do mundo.

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