Uma área de baixa pressão, que depois dará lugar a um ciclone extratropical, vai trazer instabilidade com chuva localmente forte e temporais isolados neste começo de semana para o Sul do Brasil.
O que vai acontecer? Neste sábado (14), o sol aparece com nuvens na maior parte do Rio Grande do Sul, mas o tempo não vai estar firme. Haverá períodos de maior nebulosidade em algumas regiões e se projeta chuva isolada típica de verão, especialmente da tarde para a noite, com maior probabilidade em locais do Noroeste, Norte e o Nordeste do estado, sobretudo em municípios mais perto de Santa Catarina.
A instabilidade maior se concentra novamente no território catarinense, onde chove em muito mais cidades e forte a intensamente em alguns pontos, assim como já ocorreu ao longo da sexta-feira com acumulados ontem de 50 mm a 100 mm em vários municípios e alagamentos em alguns, como no Vale do Itajaí.
Neste domingo (15), por conta da área de baixa pressão, a instabilidade aumenta desta vez no Rio Grande do Sul. Maior cobertura de nuvens é esperada ao longo do dia em várias regiões gaúchas com chuva no decorrer do dia na maioria das áreas do estado, embora o sol apareça com nuvens em diversas localidades.
Já chove de manhã em parte do estado e em maior número de cidades da tarde da tarde para a noite. Há risco alto de chuva forte isolada e não se pode descartar um temporal ou outro bastante localizado.
Na segunda-feira (16), embora o sol apareça com nuvens em vários pontos, o centro de baixa pressão vai estar na costa gaúcha e favorecerá instabilidade nos três estados do Sul com chuva, mais da tarde para a noite, em diversos locais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Mantém-se o risco de chuva forte isolada e de temporais bastante localizados.
Na terça-feira (17), por sua vez, a baixa pressão se afasta do continente e se aprofunda muito rapidamente, dando lugar a um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico. No continente, o dia terá sol e nuvens na maior parte do Sul do Brasil com pancadas isoladas de chuva da tarde para a noite em diferentes pontos dos três estados da região, e que em alguns pontos podem ser fortes e com ocasional temporal isolado.
O ciclone em alto mar deve impulsionar ar mais seco na segunda metade da semana para a Região Sul, o que reduzirá a instabilidade. Apesar de ainda pode chover de forma muito isolada em pontos mais de Santa Catarina e do Paraná, o tempo firme predomina na maior parte do Sul entre quarta e sexta com dias de sol e elevação da temperatura, prevendo-se maior aquecimento e forte calor no Oeste.
Ciclone vai se formar longe do continente
A baixa pressão que dará origem ao ciclone extratropical vai afetar diretamente a parte continental com chuva e temporais isolados neste começo de semana, entretanto o ciclone que vai dar origem se formará sobre mar aberto e longe de terra firme.

METSUL
Os dados dos modelos numéricos analisados pela MetSul indicam que o ciclone tende a se formar sobre o Oceano Atlântico entre a terça (17) e a quarta-feira (18) com pressão atmosférica central de 996 hPa nas altura das coordenadas 33ºS e 38ºW.
Uma vez que o ciclone vai atuar longe do continente, não devem ser esperados efeitos maior em terra. O campo de vento intenso do sistema, com rajadas acima de 100 km/h, vai estar sobre mar aberto e distante de terra.
Confira os volumes de chuva
Os mapas abaixo mostram as projeções de chuva acumulada até às 21h de segunda, de acordo com os modelos WRF inicializados com os modelos norte-americano GFS e o europeu, que podem ser acessados a qualquer hora pelo nosso assinante (clique aqui para assinar).

METSUL

METSUL
Como se observa nos mapas dos modelos de alta resolução WRF, os acumulados de precipitação não serão nada homogêneos com enorme variabilidade de volumes de ponto para outro, típico de natureza convectiva.
As projeções das simulações computadorizadas indicam diferentes pontos com 50 mm a 100 mm no período com marcas até muito isoladamente superiores nos três estados do Sul, no entanto haverá localidades que pouco ou nada deve chover.
Ou seja, no caso do Rio Grande do Sul, onde os prejuízos se acumulam nas lavouras de soja por estiagem em diversos municípios, as precipitações não serão satisfatórias de forma mais ampla e serão bastante “manchadas” com volumes altos somente isolados.
