Mundo comemora hoje o Dia da Terra e para marcar a data, que foi celebrada pelo 50º ano, o climatologista da Universidade de Reading (Inglaterra) Ed Hawkins atualizou as suas listras do clima que se tornaram populares mundialmente e um símbolo gráfico da causa do aquecimento global. Uma das novidades da atualização, além das listras para todos os países, foi a inclusão das suas regiões administrativas, no caso do Brasil os estados.

O infográfico acima mostra as anomalias de temperatura no Rio Grande do Sul entre os anos de 1901 e 2019. Cada listra representa um ano da esquerda para a direita. O azul indica anos mais frios do que a média e as cores vermelha, bege e marrom os anos que foram quentes ou muito mais quentes do que a média.


O gráfico mostra nitidamente que os anos mais frios aqui no Estado se concentraram na primeira metade do último século e que os mais quentes ocorrem neste século, particularmente na última década. Quase a totalidade dos anos no Rio Grande do Sul de 2001 até 2019 tiveram temperatura acima a muito acima da média histórica.

Não é apenas uma condição local aqui no Estado, mas que reflete a tendência do planeta. Ao marcar o Dia da Terra, que teve em 2020 como tema justamente Ação pelo Clima, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) reforçou que os últimos cinco anos foram os mais quentes do período observacional do clima que vem desde 1850.