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A tragédia desta semana na Baixada Santista é mais uma no longo histórico de desastres provocados pela chuva no Litoral de São Paulo. Há 92 anos, em10 de março de 1928, após uma chuva intensa, o Monte Serrat desbarrancou e cerca de 2 milhões de metros cúbicos de terra caíram sobre a Santa Casa de Misericórdia de Santos, hospital fundado em 1543. A tragédia deixou pelo menos 81 mortos, segundo os dados oficiais.

“É uma das regiões mais chuvosas do Brasil, com mais intensidade entre a primavera e o verão, de setembro a março. Não é uma chuva única. Dados desde os anos 1950 mostram que em março se concentram os maiores volumes”, disse ao jornal Folha de Sao Paulo Mirian Gutjahr, pesquisadora aposentada do Instituto Geológico de São Paulo.

Em 2010, a geógrafa publicou um artigo intitulado “Estudos históricos de eventos climáticos extremos na Baixada Santista”, que, além de apontar a periodicidade frequente das chuvas fortes na região, mostra que os morros da Baixada têm caráter recente e muita matéria orgânica, tornando as coberturas instáveis e propensas a deslizamentos.

Um dos maiores desastres naturais do país ocorreu em 1967, em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista. No episódio, a cidade foi devastada em deslizamentos que deixaram 436 mortos. Meses antes, a chuva havia deixado 785 mortos na Serra das Araras, no Rio de Janeiro.

 

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